Misa (Kitsune): Como assim? Nas aulas que eu dou?
L: Uhum. Eu lembro que nas primeiras conversas, você ficava pensativa.
Misa (Kitsune): L, eu penso sempre.
(...)
L: Às vezes acho que falo muita besteira. E você, o que acha?
Misa (Kitsune): Acho suas palavras sensatas... Mesmo que para alguns não representem nada ou não façam sentido algum... Se pra você elas fazem sentido, então o que você fala não é besteira. E sendo assim, gosto de sabê-las.
L: O que falo tem e não tem sentido. São coisas que jogo no ar, esperando encontrar algo útil. Já encontrou algo útil nas coisas que eu disse?
Misa (Kitsune): Acho que a pergunta deveria ser: "já encontrou algo inútil nas coisas que eu disse?" A resposta é: tudo que você diz é útil. Agora... Tem coisa que eu não gosto, mas aí é questão de gosto e “gosto não se discute”, já diz o ditado.
L: Diga algo que você não gostou?
Misa (Kitsune): Você dizer que sente vontade de sumir ou morrer... Não gosto disso, mas não estou dizendo isto pra te pressionar a parar de pensar assim. Nada posso fazer.
(...)
Misa (Kitsune): Você ficou chateado com o que eu disse? Foi mal, L.
L: Não fiquei chateado, Misa. De forma alguma. É que minha existência na terra não está sendo produtiva. Só por isso pensei em tal solução.
Misa (Kitsune): Olha... Eu já me senti assim... Essa falta de perspectiva. Mas isso não vai ficar assim sempre, essa inércia. Você vai ver.
L: Coisa de jovem. Acho que minha adolescência está vindo agora.

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